domingo, outubro 30, 2005

 

Especial: 5º. Concurso de Talentos da Moda Paranaense Fiep & Canatiba

No dia 27 de outubro aconteceu no Moinho Vermelho Eventos a final do 5º. Concurso de Talentos da Moda Paranaense Fiep & Canatiba – Criando Moda, ao todo mais de 60 trabalhos foram para seleção e dentre desses 12 foram escolhidos para apresentarem suas criações em um desfile, o tema deste ano foi “Manifestações Artísticas e Culturais do Brasil”, na mesa julgadora estavam Elizabeth Poleto e Oswaldo Arcas, ambos figurinistas da Globo e Severo Luzardo que é consultor de moda e carnavalesco.

Os 12 selecionados foram os seguintes:


Alisson Rodrigues
Universidade Estadual de Londrina
Tema: “Rodrigues & Flag: sexualmente indefinidos!”

“Esse é o espírito. Homem e mulher se confundem em um ambiente aromatizado por incestos e perversões.”

Este foi o único que apresentou roupas masculinas, o destaque pode ficar com o corte do jeans e o modelo saruel, porém este modelo já vem sendo desfilado há um tempo, no mais nenhuma novidade para o modelo comercial, já o conceitual teve destaque a mistura de modelagens femininas como as mangas bufantes do mini casaco. A idéia central do desfile ficou parecida com os de Alexandre Herchcovitch na mistura de masculino e feminino na mesma composição.


Bruno Cavalcante C. Passos
Universidade Estadual de Londrina
Tema: “Arquitetando o Brasil”

“Em seu trabalho, Niemayer busca no Máximo das liberdade às formas, como se elas deslizassem em uma harmonia de curvas.”

O modelo conceitual apresentou uma surpresa, ele mudou antes todo branco para preto no meio do desfile, o comercial fica em destaque o modelo da saia, mesmo sendo longa o modo como foi feito em tiras cria um diferencial. Sua idéia pode ser considerada como a mesma de Reinaldo Lourenço quando inspirou-se em Brasília para criar sua coleção.


Daniela de Souza Barbosa
Universidade Estadual de Maringá – Campus Cianorte
Tema: “Gilvan Samico”

“Seus traços, cores, movimentos e formas transformam o mundo simbolicamente e nos suscitam o prazer. Suas gravuras são o produto de sua vivencia histórica, do inconsciente coletivo. É isso que o faz tão singular.”

O seu inspirador é tão singular que sua coleção ficou singular igual, nada de diferente, ficou muito certinho e comportado, o bolero do modelo comercial que deu destaque porém fica parecido com a tendência deste ano, principalmente com um modelo em couro lançado pela Triton.


Daniela Priscila Beraldi
Centro Universitário de Maringá
Tema: “Disseram que eu voltei americanizada”

“Hipocrisia dessa gente que não enxerga que o sangue brasileiro não se transforma jamais, não há dólar não há euro e moeda alguma que possa transformar o sangue que corre nas veias...”

O jeans trabalhado com fitas e lantejoulas foi o diferencial, o tema não alegrou e nem caracterizou muito, pois tudo que compõe o desfile grita Brasil.


Enéas Rodrigues Neto
Universidade Estadual de Londrina
Tema: “Reconstrução do inconsciente”

“Bispo não esculpiu santos, não decorou igrejas, nem nunca trabalhou com nenhuma espécie de tinta, tela ou cavaletes. A matéria prima de seu trabalho advinha do lixo recolhido no hospital e trapos de pano...”

A forma como as peças foram construídas, com pedaços de outras peças, fica como destaque para a produção e como conceitual e comercial batem, a saia rodada referência da década de 50 ficou muito legal em jeans.


Francielle Daiana Moretto
Universidade Estadual de Maringá – Campus Cianorte
Tema: “O mundo mata a mata e a caipora casca fora”

“De origem Tupi a ‘Habitante do Mato’, nunca deixou que lhe tirasse um retrato. É tanto trabalho, tanta mata que acabou virando lenda, apenas mais uma história do manto verde quase colete!”

Essa habitante do mato dessa vez quis aparecer e teve muita foto tirada, mas sua aparição não foi chocante como todos a imaginavam, na peça conceitual foi legal a brincadeira de calça e saia, mas o comercial nada de diferente, nenhum recorte, cor, nada.


Karla dos Santos Pereira
Universidade Tuiuti do Paraná
Tema: “O céu é o limite”

“Arthur Bispo do Rosário. Para ele bastou sua vocação, devoção e criatividade, nos deixando uma questão: Onde começa a arte e onde começa a loucura? Estão interligadas sutilmente. Talvez sua obra seja a resposta.”

Ela soube responder que a loucura fica no conceitual e a arte no comercial, o jeans ficou muito bem com os recortes, metais, zípers, e calça bufante, o detalhe da blusa de se transformar na hora de retirar a manga falsa.


Luisa Maria Fregonezi
Centro Universitário de Maringá
Tema: “Esquizofrenia de chinela”

“Veja com bons olhos. Engula a seco! Que desça rasgando a garganta! “Grita” Lobato: Anita é louca ou pelo menos se faz!”

Se é louca ou se faz, pelo menos faz muito bem, a modelo que desfilou a peça conceitual, que era um vestido aberto na frente e longo atrás, o retirou no meio do desfile ficando apenas de calcinha larga, essa seria a peça para o comercial que foi um short bufante.


Maura Gabriela L. V. Pires
Universidade Estadual de Maringá – Campus Cianorte
Tema: “Cordel”

“... o cordel uma expressão popular, arte rica que complementa e dá vida aos ares secos do sertão a arte faz isso em nossas vidas, trás as cores que nos faltam...”

A mistura de jeans, chitão e estampas de cordel ficou muito legal, além das peças terem cortes e recortes diferenciados.


Noemy Gesteira de Paula
Centro Universitário de Maringá
Tema: “Cante por que Deus é brasileiro”

“nós brasileiros manifestamos a alegria grandemente através da música. Uma música rica em ritmos tal como nossa miscigenação que os trouxe. Seja Rap, Sertanejo, Forró, Samba, Rock... a música é popular e muito brasileira...”

Nada de diferente calça e blusa, lembra muito o desfile da Forum inspirado no carnaval, a criatividade ficou por conta de um capuz que vira colete, e a modelo teve muita dificuldade para fazer a transformação da peça na hora do desfile, além disso nada mais.


Natacha Karoline C. Corrêa
Centro Universitário de Maringá
Tema: “Manifesto antropofágico de Oswald de Andrade”

“Só a antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz. Tupy or not tupy that is the question ‘(Oswald de Andrade).”

No começo fiquei surpreso com o trabalho da camisa em estilo vitoriano, que é uma forte tendência, e me lembrou muito os defiles da M. Officer , por causa do tema, ainda quando eram feitos no Brasil e um desfile de Glória Coelho pela inspiração às peças vitorianas, mas ao entrar o modelo comercial, não tinha e mesma emoção do conceitual, ficou um movimento muito básico.


Sandra Maria Nadal
Universidade Estadual de Maringá – Campus Cianorte
Tema: “Um tributo ao mestre das cores João Pilarski”

“... seu trabalho foi identificado como impressionista. Ele tinha uma visão simplista de tema, mantendo o desenho simples e a cor pura, fixando a seu modo todos os detalhes formais e de colorido que a natureza oferece.”

O trabalho em jeans, mais uma vez, teve um grande destaque, o que mais me impressionou foi o adiantamento das tendência, como bolso para fora, mistura de tecidos, cores fitas, zípers e outros.

A classificação ficou a seguinte:
1º. Lugar (R$ 3.000,00) – Luisa Maria Fregonezi
2º. Lugar (R$ 2.000,00) – Franciele Daiana Moretto
3º. Lugar (R$ 1.000,00) – Enéas Rodrigues Neto

* Fotos de cada classificado indicado
Crédito: Alexandre Fumagalli

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